segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Dói ligar a televisão durante as tarde, principalmente quando alguém a esquece em um daqueles canais ótimos que adquirem toda sua receita comentando as atitudes das empresas concorrentes com sensacionalismo e supervalorização de assuntos fúteis. Se na TV fechada, paga e elitizada por valores desproporcionais em relação a outros países, a programação é incrivelmente fútil, baseada em “reality-show's” e seriados ti (sinônimo de futilidade), a TV aberta do Brasil é deprimente, péssima e sem nenhum conteúdo na maior parte do tempo. Sem receita a altura de uma programação de qualidade para os canais menores e em um país (que não é o único) onde novelas e programas de fofocas têm uma importância e uma repercussão muito maior que projetos educativos ou com fins de conhecimento, que nem mesmo tem espaço em um horário adequado (é ótimo ter que acordar às 5 cinco da manhã de sábado para ver um programa construtivo que é normalmente apresentado por um ator de novelas falido). Estas redes utilizam daquilo que mais atrai o povo para atrair os patrocinadores que, finalmente, gerarão os lucros da empresa: sexo, fofoca, sexo, ilusão, sexo, fofoca, sexo, sexo, sexo e fofoca sobre sexo. Um exemplo disto e da falta do que fazer dos humanos é um programa de uma rede de TV cujo nome é literalmente um sinônimo do terror, que utiliza de humor fraco e degenerativo somado a mulheres seminuas para conseguir sua audiência. Além destas muitas outras proezas, estes programas (não só o que terrorista até no nome) fazem o milagre de promoverem estrelas sem brilho ao nível de ícones, personalidades da sociedade brasileira, os transformam em ideais públicos. Prendamo-nos às bundas em formato de melancia, jaca e (admito que desta eu não entendi o trocadilho) samambaia. Todas elas são parte do corpo de uma mulher e todas foram impulsionadas ao sucesso por estes veículos de comunicação que não tem o que comunicar, estão presos pela falta de assunto e acabam dando ênfase ao seus instintos (ou os instintos do telespectador). Os assuntos não têm teor de acréscimo algum sobre a humanidade e são tratados como se tivessem; aquele que pensa o contrário está cego por sua própria limitação ou é tendencioso aos seus instintos e não vê o óbvio. Também é óbvio que pode se afirmar o mesmo ao contrário em relação ao autor e afirmar que há tendenciosismo em ambos os pensamentos, mas este estará sendo hipócrita ao fazê-lo, pois, racionalmente, há como colocar o ato de idealizar felicidade através dos conceitos alheios como objetivo de vida? Por que não o conhecimento como objetivo de vida? O autor pode estar sendo extremamente tendencioso ao afirmar isto, mas tem o direito de fazê-lo, já que é massacrado com a ignorância de tal programação televisiva toda vez que tenta utilizar do aparelhinho instalado na sala de sua casa e pela ignorância daqueles que a assistem. Pois essas fezes televisivas só são apresentadas por haver público para elas.
Os programas de fofoca são incoerentes demais, impõem celebridades que, em primeiro lugar são funcionários de empresas concorrentes e, em outros casos como o cinema, pessoas que sequer sabem que existe TV no Brasil, penam que vivemos num território imenso que é coberto pela Amazônia em sua maior parte e que todas as cidades são próximas de São Paulo e Rio de Janeiro. Aliás, os programas de fofoca também pensam isto. Mas voltando às celebridades do cinema americano, devemos salientar que elas são pessoas com duas pernas, dois braços e uma capacidade de interpretar papéis com qualidade e NÃO SÃO estrelas por conseqüência. Estrelas são compostas por hidrogênio que se fundi e forma o hélio... Os artistas são, na verdade, mentirosos que fomentam a prática da mentira, pois é isto que o cinema é na verdade, assim como um ser que trabalha em uma área de submissão fomenta a submissão humana a um sistema incoerente. Uma grande mentira, assim como as novelas, são os seriados e o teatro. Cultura? Sim, é cultura, mas por melhor que seja a intenção, são mentiras, irrealidades, cópias superficiais e mal feitas da vida. Mentiras construtivas em algumas poucas oportunidades, mas, ainda assim, mentiras. O principio de se idolatrar alguém apenas por esta pessoa ser conhecida ou ter um trabalho de grande repercussão é ridículo, já que proporciona a muitos ignorantes que jamais ouviram falar de cultura prática o lugar privilegiado de pessoa modelo e de exemplo. Claro, nada mais comum que um inútil ser o exemplo de ser numa sociedade medíocre, porém isto não justifica o erro.
Desportistas (já falei deles no texto “Heróis?”), atores, gostosas... são todos homens e mulheres com capacidades que são frutos das circunstâncias, treino ou outra coisa, mas não são melhores que ninguém por causa disso. Ter curiosidade de saber se o Ronaldo é ou não atraído por travestis é algo de enorme importância para a humanidade, claro! Assim como ser mais um entre um monte de ignorantes que esperam o primeiro momento de silêncio para dizer seu nome, imitando outro ignorante que o fez em dado momento no tal programa terrorista de humor negro. (Neste momento explode ao meu lado o detector de sarcasmo que ganhei do cientista da série The Simpsons.)
A fama, que é o assunto que importa, é tudo para alguns e nada na realidade, já que ser conhecido não faz ninguém muito diferente de um desconhecido, só o torna conhecido, porém o porquê se é conhecido não pode ser deixado de lado. Mesmo que ser vencedor dos cem metros rasos seja algo fútil, ainda é melhor do que ser conhecido pelo tamanho de suas nádegas, pois o corredor não pode transar com ninguém para conseguir a vitória e a medalha, enquanto o cientista que está buscando uma resposta teve que usar o cérebro, aquilo que, junto do corpo e suas funções, diferencia os humanos dos demais seres vivos terrenos, mas não ganha reconhecimento, quiçá o posto de exemplo da sociedade, mesmo fazendo algo que em relação de importância com a vida e a existência tem uma relevância incomparavelmente maior que o ato de dançar ao som do Créu – traduzindo – fode – traduzindo – penetra.
Vendidos, isto é o que são os fãs para os ídolos e o que os ídolos são para os faz. Ídolos da e para a sociedade proveniente da TV brasileira são estas pessoas sem nada além de nádegas e seios desenvolvidos, artificialmente ou não, em grandes proporções, os atores e atrizes que ganham rios de dinheiro vindo do consumismo, da ignorância e da mentira que produzem, os heróis desportistas não são nada além de seres que pretendem ser melhores que os outros para provar isso a todos que nem mesmo tem opinião, opinião que se existisse não serviria para nada, e ex-participantes de “reality-show's” que começam prostituindo a língua do país para o inglês e terminam impondo idolatria a humanos que apenas ficaram confinados em uma casa para se descobrir que é o mais tolerável dentro de uma realidade sem sentido, vendido e/ou manipulador, dando até mesmo o status de formador de opinião sobre qualquer coisa depois disso, seja para o vencedor ou para o qualquer um que fora eliminado antes.
A Mulher-bolha de sabão é aquela celebridade que surge, aparece, atrai a atenção, não serve para nada e até voa um pouquinho, mas, no fim, acaba por sumir. Ah, é o FIM (da carreira) e o fim sempre chega, como a celulite.
Creio que a analogia mais sarcástica fosse compará-las com uma fruta como: abacate ou chamá-las de pêssego em calda, mas seria pouco perto de ser chamada de jaca, sinceramente!
J.C.


















2 comentários:
mulher samambaia: serve só para enfeitar. pu seja, sem serventia...
heeey, sou a seguidora número 10! tenho direito a algum prêmio? :D
Concordo com você, é deprimente assistir TV. Ainda essas mulheres frutas dizem nas entrevistas que querem mostrar que elas não são só um corpo... Mas, se elas não querem ser valorizadas só com o físico, pq então usam aquelas roupas que mais deixam tudo de fora?
O pior de tudo que tem muito publico para essas futilidades televisivas!
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