quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
A face branca
O cabelo escuro
A estrela brilhante
O Universo negro
A natureza mostra
Para os cegos
A beleza lá de fora
Ao nosso lado
J.C.
A face branca
O cabelo escuro
A estrela brilhante
O Universo negro
A natureza mostra
Para os cegos
A beleza lá de fora
Ao nosso lado
J.C.
Postado por Jefferson Cristian Machado; às 21:34:00 0 comentários Links para esta postagem
Marcadores: Poemas
“Depois de muita ponderação decidi publicar
E o quê mais, meu amor?
Sabes o quanto penso em nós, meu amor? Gostaria de saber o que pensas sobre nós, sobre mim. Na verdade gostaria de saber que mais queres de mim, meu amor. Que mais queres daquele que a ama racionalmente, ou o mais próximo possível disso? Queres alguém melhor? Melhor que o homem que não quer simplesmente usufruir de tua beleza, que não busca voluptuosidade ao mirá-la, mas sim amá-la devido ao potencial intelectual descoberto por ele em ti e que, por tê-lo, parecia ser a pessoa perfeita para compor a vida dele? Que homem será este que procuras? Uma utopia ainda maior? Pois, para muitas outras, este já seria uma utopia, quiçá algo ainda melhor. Um homem másculo, de braços fortes e barriga moldada a ferro? Talvez, mas se realmente for, teria eu me enganado tanto ao ponto de confundir potencial intelectual com qualquer outra coisa mais próxima do fútil do que dela? Claro que é uma possibilidade, mas estaria eu cego quando olhei em teus olhos e afirmei amar-lhe como jamais havia amado? Eu, que não saberia amar de maneira diferente, se não de tal maneira racional, desenvolvida após horas de dedicação plena ao assunto, buscando fazer algo produtivo de minha vida na companhia igualmente produtiva de alguém merecedor, e por tudo isto só poderia amar de tal modo
É triste admitir, mas vivemos em um mundo onde as pessoas vivem umas pelas outras, sem que elas tenham o que oferecer para justificar tanta idolatria individualista. Idolatria que é feita mesmo que inconscientemente em busca da reciprocidade, em uma perspectiva que trata relacionamentos como forma de passar o tempo e saciar suas vontades, que são relativas à passagem do tempo, mas sempre necessidades, ao contrário de se estabelecer um objetivo e seguir a linha tracejada, tendo no outro ao seu lado uma fonte de inspiração, ajuda e cumplicidade, constituindo o amar pela razão. Estes mesmos seres dizem que esta razão não é alcançável, isto por que tem preguiça de procurá-la.
Creio que fui tolo em amar-te e sonhar com reciprocidade equivalente, pois seria impossível. Acho que lhe impus uma tarefa que nenhum humano que busca sentimentos fictícios poderia cumprir. É uma pena, mas significa que é isto que tu procuras, infelizmente.
Sinceramente, jamais quero vê-la novamente... Estou morrendo de saudades.
O que mais queres de mim, meu amor? Queres que eu fique duas horas parado em frente à loja em que trabalhas, esperando-te sair, para presenteá-la com flores e um beijo apaixonado e não encontrá-la, depois descobrir que tu não trabalhas mais lá? Queres ainda mais de mim? Sei que apenas isto é pouco, mas nem tanto quando somado a tudo que lhe dei.
Eu sei, queres distância, queres que eu deixe de amá-la e entenda que tu não me amas e nunca me amou e queres que eu respeite isto. Eu sei e seguirei tua vontade, mas quero que saibas que não lhe pedi nada fora do teu alcance, apenas fora da tua capacidade momentânea, pedi que aceitasses aquilo que eu pensava que todos quisessem, pedi que aceitasses o amor mais sublime.
Sonhei por noite e noites com tuas mãos sendo tocadas pelas minhas, com teus lábios sendo tocados pelos meus, com minha mente pensando em companhia da tua em busca de motivos para isto que nos faz e nos destrói, para isto que nos afaga e nos arrebenta, para aquilo que sentimos e vivemos. Sonhei com companhia, com cumplicidade, com amizade e companheirismo, sonhei com crescimento mútuo. Mas meu sonho foi morto, sacrificado em nome da preguiça e do nada travestido de relevante.
Todo um autocontrole desenvolvido em nome de um crescimento intelectual foi-se por água abaixo devido à minha dedicação irracional em nome do racional. Hoje percebo a contradição e o paradoxo a que isto remete, mas percebo também que evoluí ao compreender todo o desenrolar deste paradoxo. Também percebi que minha tese anterior, sobre o amor não existir, se fundamenta com esta situação, mesmo sabendo que podemos criá-lo, desde que tenhamos motivos para isto, mas ele, por si só, nunca existiu.
Já pensaste em quê me serves1, meu amor? Eu digo: serviste apenas para tirar-me de meu estado normal, de minha ausência de sentimentos. Não apenas isso, claro, apesar disto já ser muito, transformaste também meu sentimento em um paradoxo. Na verdade, me impuseste outro, e o aceitei, pois minha vida é composta e se distingue das demais justamente por eles e por causa deles. Serviste-me como base para compreender-me melhor, para eu saber e conhecer os meus limites, melhor.
Eu te agradeço, meu amor. Agradeço por existires, por um dia teres dado o sorriso pelo qual me apaixonei e até por não teres me amado, pois isto me trará uma compreensão ainda maior de mim e do todo que me rodeia, tendo ainda a chance de crescer ainda mais.
Quero que o contraste encontrado entre o amor e aquilo que se supõem ser o mesmo um dia se demonstre a ti, pois não a amei gratuitamente e quero que sejas muito feliz, quero que compreendas tudo isto. Capaz com certeza tu serás, se quiseres.
Estou condenado junto de meu amor. Eu por ter tido a audácia de fazer diferente, de sair da linha normal de pensamento e ter desenvolvido algo realmente puro, intenso e inteligente, saindo da linha de raciocínio condescendente com a tradição que mata os anseios humanos. E meu amor, por sua vez, está condenado porque é um erro. Ele errou ao ser perfeito demais.
Percebo que sou um idiota. Uma lágrima se manifesta, mas eu a contenho. Não posso render-me a isto, pois a culpa é toda minha. Eu sei que tu não tens culpa de não me amar, mas tem culpa de eu não mais amá-la.
Para finalizar, retifico a abordagem da minha pergunta:
E o quê mais, ex-amor?
PS: Eu te amo.
“Percebe-se que além de fotos, roupas e uma carta, este baú guardava sonhos, que morreram, é verdade, mas que um dia existiram e mereciam ter se tornado realidade. O amor tornou-se uma grade ilusão, pois mesmo quando real, ele se desintegra pela limitação daqueles que o querem, que o desejam, que o matam.”
J.C.
Postado por Jefferson Cristian Machado; às 12:40:00 1 comentários Links para esta postagem
Marcadores: Cartas
“A sensação de se deitar sob o céu estrelado de uma noite sem nuvens é indescritível, pois temos a legitima noção da grandiosidade do Universo em relação a nós com os nossos sentidos, no caso a visão, e não com o pensamento ou em leituras técnicas, ou ainda
J.C.
Postado por Jefferson Cristian Machado; às 23:15:00 3 comentários Links para esta postagem
Marcadores: Pensamentos
Quente, muito quente
Só nisso sei pensar
Sem poder parar:
Aquilo que está em minha mente
Num mundo de calor frio
De humanos separadamente juntos
Ascendo o pavio
Das questões sobre mundos
Destaco meus pensamentos nulos
Daqueles que não os vê
Que só assistem TV
E daqueles que só pensam em charutos
Pois sei que são importantes
Mais importantes que tudo
Muito mais do antes
É absoluto
Mas, está quente
Muito quente
Com tanta coisa na mente
Não esqueço aquilo que é proeminente:
PENSAR
J.C.

Este blog denominado como meu Pilar tem como objetivo expor opiniões, fomentar a prática da escrita e da leitura, expandir as áreas de atuação filosófica, debater assuntos polêmicos e divulgar o pensamento filosófico, além de descrever uma realidade ignorada, invisível aos olhos da humanidade, mas explicita para aqueles que se destacam deste grupo. Além de fundamentar e basear teorias e pensamentos.
"A relevância é necessária."
"A submissão é voluntária."
"Não à futilidade, sim ao conhecimento."
"A consciência é uma maldição."
"O verdadeiro filósofo não pensa para ser reconhecido, mas por que é necessário pensar."
"Quase tudo que é dito é irrelevante e quase tudo que é relevante não é dito."
“Filosofar não é discutir a filosofia alheia, não é questionar a veracidade da filosofia alheia, não é argumentar pelo prazer da vitória, é pensar.”
“A loucura é uma dádiva para quem não se considera parte do todo, assim como a ignorância é para que é parte dele."
"A sustentação da vida humana através do consumo da morte de outras espécies é a demonstração máxima da irracionalidade desta espécie."
"Se a vida é um teatro, também é uma mentira."
"O consumo da morte para manutenção da vida constitui irracionalidade."
"Eu não tenho tempo de resumir os meus próprios pensamentos, como posso resumir os dos outros?"
"Prefiro ser arrogante no conceito dos pseudo-intelectuais a ser submisso ao pensamento dos livros no meu próprio conceito."
"A vida dos dos fúteis se retrata pela mediocridade de suas ações, enquanto a vida dos sábio se retrata pela relevância das mesmas."
“Errar é humano, insistir no erro também.”
"Amo meu filhos e é por isto que nunca os terei."
"A melhor forma de se valorizar a vida é buscando resolver seus mistérios. Se isto não lhe é relevante, sua vida também não é."
"Não existem limites, nós os inventamos e/ou os acatamos."
"O conceito universal é baseado na unificação dos pontos de vista e isto elimina as diferenças que compõem a diversidade. É um erro, pois o aprendizado está no ato de contrastar."