O EcoChato

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Reconhecimento – Parte 1

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011


Introdução
As pessoas se repetem, se copiam e reproduzem-se numa constelação de estrelas individuais no mini-universo dos seus dias. Acreditam ser suficientemente brilhantes para orientar sem ter rumo vida das demais estrelas que em suas mentes pretendem o mesmo. Todos o fazem. Enfim, todos pensam ser muito brilhantes para si e para os outros que os aceitam e que, mesmo sem que nenhum dos dois façam idéia de o que está havendo, ambos se aceitam pelo mesmo motivo. Ambos transferem para o outro a responsabilidade de ser um seguidor seu seguidor, vêem no outro uma fonte de composição da sua necessidade humana egocêntrica natural que tem o objetivo de gerar as hierarquias, e todos querem, sem dúvida, estar o mais alto possível dentro da perspectiva reconhecida como possível por cada um, dentro desta hierarquia. As relações são previsivelmente por interesse. Os humanos se aproximam por ego, seja por reconhecimento de uma habilidade, uma beleza ou qualquer outra coisa que os humanos fazem com o objetivo de demonstrar a si próprios e aos demais na ilusória sociedade visual aceita e fomentada por eles inconscientemente. Simples reconhecimento. É só o que querem aqueles que apenas reconhecem o objetivo alheio projetando acabar com o tempo do outro por esperar a sua oportunidade de pavonear-se com opiniões, pensamentos e atitudes de contornos normalmente depreciativos a algo ou alguém, para assim atingir o apogeu da sua existência ao rebaixar o nível à sua volta para que, sem maior esforço,  possa estar no topo de uma escala de importância (reconhecimento). Mas todos estão, sob sua ótica, vitoriosos, alguns derrotados por submissão, mas todos podem vencer em sua ilusão pessoal assim como em uma discussão sofistica.
Uma ilusão social de proporção universal se constitui e se propaga. Uma crítica pode afirmar que um vencedor nem sempre derruba o outro para ser o vencedor, mas que simplesmente o supera. E daí? Todo o esforço para se correr 100 metros em menos de dez segundos foi depositado em reconhecimento.
Fim da parte 1.

 J.C.

Momentos

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Hoje, tarde da noite só se ouve pensamentos, idéias e sorrisos mudos, nenhum pensamento referente a quem fora feito é comentado, refutado ou concordado. Mesmo quem poderia responder está preso nas garras dos conceitos sociais de falsa-moral.

Tarde da noite as notas do violão tornavam-se plano de fundo de risadas audíveis no sono de outros que estavam de fora até de si mesmos, de suas vidas, mas que ouviam as vidas alheiras, as nossas, os “estranhos”. Os ônibus que passavam ou que por nós eram freqüentados, paródias ao ar com sentido intrínseco, todavia só nosso, incompreensível a quem mais ouvia/lia ou lê. Sonhos, dúvidas, motivações compartilhadas. Horizontes desvendados, limites físicos e mentais ultrapassados. Frustrações. Descobertas. Melodias, noites e dias, barulho, silencio, um sorriso irônico ou gargalhante, momentos de crescimento. Diversos modos, mil ocorrências, nenhuma banalização por merecimento e respeito por estes conquistado.

O tempo passa, a vida se torna cada vez mais enigmática doravante a aquisição de informações que a faz mais clara (não menos difícil). A complexidade das circunstâncias uni e afasta pelo objetivo comum, seja hedônico pelas risadas invés do choro, seja pelo enfrentamento das “verdades”, choro invés do auto-engano. Cresci, cresço e devo por isso. Há mérito, mas felizmente construído com compartilhamento. Sou grato!

Crescer não é “adultecer”, continuo achando chato, mas sim melhorar neste caso. Os sons que me moviam agora o fazem junto dos que movem meus companheiros existenciais com eficácia outrora erroneamente ignorada por mim. “Eu não vim até aqui pra desistir agora...” “O que é o homem? O que ele tem se não a si mesmo?” Evoluir, conhecer sorrir e aprender.

Não quero voltar, mas não os quero longe, meus queridos amigos. Sinto-os comigo temendo que não me sintam aí ao lado de vós, meus irmãos. O mundo é grande, mas somos muito pequenos;

Quero agir, quero atingir os limites da existência. Quero vocês comigo.

Amo sob padrões racionais quem está longe e quem está aqui comigo. construo minha justificação existencial com todos estes, insatisfeito sempre, incapaz de me auto-enganar propositalmente, irritado pela prostituição-assexuada inevitável no mundo dos que não pensam antes de agir, mas os amo. Não preciso de esforços para isto e eis que a racionalidade no amor se apresenta, já que aqui está a demonstração de que o amor, aquele afeto construtivo, está depositado na relevância, no quanto cada ser é relevante para o outro quando se fala de VIVER.

Vivamos, meus fieis companheiros. Sabiamente!



                                                                                                                                                          J.C.

Submissos

domingo, 17 de outubro de 2010


Ver. Ou melhor, sentir. Seguem os dias sem olhar para trás, mesmo que esse atrás seja recente como a última frase dita sem nexo, sem objetivo. Ao dormir espera-se o descanso, o fim da dor e espera-se, então, a demora do próximo compromisso parecer tamanha até que seja capaz de fazer esquecer de sua ocorrência/existência. Os domingos impostos pela sociedade são ainda piores nesse sentido, pois tudo parece um prelúdio do fim da vida momentânea que se pode ter sempre após o almoço destes domingos. As madrugadas para quem assim vive são, na maioria das vezes, segundos ocultos em horas perdidas na vida, momentos curtos, quase instantâneos que precedem a vontade de não se ter nenhuma obrigação. E eis que a questão inevitável surge doravante o banho ocorre: “E quem têm?” Submissos esperando o fim de algo que se alastra pela mente do ser até possuí-lo. Tudo às obrigações falsas do cotidiano criado,tudo pela aquisição de vagas sociais, tudo pelo teatro-zumbi-real. tudo! Pra quem não sabe, isto é a vida. E quem sabe? Quem não esquece?
Quem admite ver?

                                                                                                               J.C.

O que DEVO fazer

domingo, 12 de setembro de 2010


Podendo afirmar somente o que sei afirmo que existo, que vivo mesmo que em alguma imaginação de planos possíveis, mas cá estou neste lugar que, como eu, não conhece sua procedência ou sua dimensão e, por conseqüência, não conhece a si mesmo.
Preciso saber. Nada é mais importante que isso. É só o que DEVO fazer.

                                                                                                                                                J.C.

Em um mundo de fantasias

domingo, 4 de julho de 2010



Em um mundo de fantasias, de palavras emitidas mesmo sem conter conteúdo, sob as trevas da imposição de viver situações fora de controle pela falta de capacidade de auto-conhecer-se de cada ser, desconhecimento que gera sua submissão ao âmbito criado pelas ações conjuntas dos seres interantes e sociais. Tendem, os humanos, a subjugar suas vidas, entender a vida como menos importante do que realmente é, torná-la uma passagem de tempo rumo ao desconhecido ignorado que mesmo assim assola os momentos de mínima racionalidade comuns a todos quando as falhas dos eufemismos vem à tona, tornando o ser dependente de uma resposta que não tem compromisso com a verdade, mas somente com seu bem estar de acomodado na base dos finos pelos do coelho¹. Como SER? Como existir? Em um mundo de fantasias...?
1 – O Mundo de Sofia, Jostein Gaardner

Ser/Mentira

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O ser humano em sociedade vive a mentira, não importa a região do planeta, não importa o sexo ou a cor. O SER humano é, por si só, uma mentira em seu próprio mundo.
Carros, casas, tênis, silicone, beleza, poder, amor...  Fetiches! Os anseios humanos mais comuns indubitavelmente são ligados ao teatro social inerente às comunidades de interação humanas. A mentira humana é contada e fomentada, não é questionada e é simplesmente admitida pelos próprios humanos, inutilizando-os e transformando-os em algo que além de efêmero por natureza, também renega artificialmente sua própria capacidade e necessidade de compreensão de sua existência em troca de uma fantasia que os reprime através de manipulação a viver para e pelo consumo de matéria manipulada cientificamente com o intuito de servir-los (coisas/bens/objetos) mas que exercem o papel de compor seus vazios interiores procedentes da falta de conhecimento sobre si mesmos.
   "Todos os seres humanos desejam,
por natureza, conhecer".
Aristóteles
O que Aristóteles não releva nesta afirmação é a alienação e  a cegueira projetada e fomentada pelos detentores de poder manipulatório já amplamente difundidos em sua época,.

E tu, caro interlocutor, és uma mentira? Se for, rebele-se! Busque sua verdade e não viva por viver.



J.C.




Texto compartilhado com Coletivo Educador: http://coletivoeducomunicador.blogspot.com

Feliz dia da hipocrisia - Parte 3

quarta-feira, 10 de março de 2010


Postagem atrasada para salientar o quanto é desnecessária a utilização de datas  específicas para expressão de algo.



Como em todos os dias da hipocrisia há aquela noção simples de que sua intenção não seria necessária se houvesse mais sinceridade e menos efemeridade nas ações humanas pairando pela atmosfera mental de quem pensa no assunto. Durante toda a história da humanidade, na maioria dos povos e culturas, os seres humanos menosprezaram a mulher, puseram-na abaixo dos poderosos homens detentores das leis e da sua capacidade de criação e execução e submeteram-nas a repressão e manipulação de suas personalidades. Em dados tempos a mulher era impedida de ter alma pela Igreja Católica, eram fontes criadoras de outras pessoas e de prazer, escravas dos maridos com os quais elas sonhavam por mais de uma década até se casar. Hoje está tudo muito mudado, mas engana-se quem pensa que esta mudança ocorre para melhor, a mulher é obrigada a treinar e desenvolver aptidões como passar roupas, cozinhar e cuidar dos filhos desde os primeiros anos de vida em representações em pequena escala da realidade em tinta cor-de-rosa que às vezes choram e abrem os olhos doravante ao movimento da pequena mãe de 6 anos. As mulheres vestiram a carapaça de seres fúteis consumistas e de objetos do imaginário masculino e de desejo sexual. Passaram a acreditar que ser amada ainda é possível, mas que ser gostosa está mais próximo do alcance de suas mãos. A utopia cega continua sobrecarregada de enfeites novos.
Ser mulher? A definição de mulher, ou homem, é baseada em características físicas, não mentais ou intelectuais, promovendo então a injustiça na negação da capacidade de consciência destes seres. Não há mulher ou homem comandando nossas ações, são as circunstâncias físicas que definem se menstruaremos ou não quando viermos a nascer, as nossas ações posteriores ao nascimento serão, claro, relativas ao corpo e às circunstâncias às quais ele será submetido por elas, contudo, a criação de universos específicos para cada gênero físico de seres humanos cria também a separação do ser em essência, ser que não tem gênero, a personalidade. Entretanto a força é o elemento mais importante depois do sexo na escala instintiva de criação de conceitos entre os animais humanos e a má interpretação criou rotulações (como normalmente acontece) acarretando na criação do conceito de personalidade feminina que com o tempo ganhou força dentro do universo de sobreposição como forma de criação de uma personalidade para as mulheres subjugadas por outros que sempre se sobrepuseram através da força física mais proeminente nos corpos masculinos que é caracterizada e justificada por sua suposta personalidade masculina.
Isto tudo é um fato assim como é um fato que algumas certas datas ao redor do mundo houveram rebeliões de minorias que buscavam seus ideais de liberdade e ficaram marcadas na história da humanidade ou daquele âmbito social, porém o que se vê no dia internacional da mulher é justamente o contrário do que coerentemente imagina-se que era o ideal das precursoras da liberdade da mulher que atualmente percebe-se ser ilusória. A mídia e o mercado de consumo adotaram a data como forma de lucro certo como fazem com todas as datas e prostituem os objetivos nelas contidos tornando-os meras alusões subliminares da simbologia inicialmente desenvolvida, aguçando nas mulheres o seu desejo de serem elas próprias tornando-as ainda mais objetos do que nunca. Hoje em dia as mulheres têm direitos que jamais tiveram em termos sociais, porém, agora, conceberam seu rótulo de fúteis detentoras de cartões de crédito capazes de tudo e que não têm medo de usá-lo. Vivem, sua grande maioria, vestindo-se, flertando e buscando o amor verdadeiro que nunca encontrarão enquanto transam independentemente por prazer próprio dependendo da “nota” na escala hierárquica social estética que conseguirem adquirir. Neste exemplo é necessário deixar claro que não há uma ação apenas feminina aí, os homens seguem os mesmos caminhos quanto ao sexo, a auto-hipocrisia e a escala hierarquica, porém as mulheres têm sua beleza muito mais explorada pelos meios de comunicação midiática. Objetos.
Tudo isto partindo do pressuposto de que estão amparadas por seu destacamento social e aquisição de espaço dentro desta sociedade ao passo que criam uma suposta personalidade que, na realidade, nunca existiu.
Portanto o dia da hipocrisia de hoje remete a inferiorizarão mental de seres que assim como os animais diferem dos homens, os machos humanos, apenas fisicamente. O objetivo do dia internacional da mulher vai por água a baixo quando ao passo que é utilizado para aguçar um estado criado pela própria sociedade em seu ato de menosprezo aceito, e isto é importante salientar, pela própria mulher, cria um rótulo à ela e a reprime ainda mais dentro deste padrão de ações da “personalidade feminina” contrário aos ideais de libertação existencial e de igualdade.
Feliz dia da hipocrisia (novamente)!

PS: Não se pode definir nenhum âmbito social sem a generalização. A mulher que não se enquadra neste âmbito sabe que no fundo não existe diferença entre homem e mulher, brancos e negros, cães, gatos e humanos. Todos são seres vivos com forma fisicamente diferentes que não precisam de datas. Ela é isenta desta crítica.

PPS: Um pedido: Não matem flores  para serem usadas como presentes nestas datas de simbolismo barato, elas não têm culpa da hipocrisia humana e a qualquer momento irão se rebelar e reclamar uma data que simbolize a sua tentativa de aquisição de liberdade.


J.C.

Cotidianos

terça-feira, 2 de março de 2010


Não há condições de negar a insatisfação

pela má companhia,

pelo mau uso do tempo,

pela falta de objetivo,

pela incoerência

e toda futilidade

seja em conversas propostas

ou ações descabidas.

Ignorar a dor da estagnação é se estagnar,

é viver de forma falaciosa,

é o mesmo que morrer.

Não há sentido manter viva uma forma de interação ríspida

pela competição natural,

porém irracional,

e hipocritamente negada por base no afago

e educação

forçados por um igualmente hipócrita sentimento de unidade

que tem por objetivo a imagem

e o conceito

de tal forma de ser

nos demais.

Pra que fingir,

mentir

ou nos contrair?

Se for gostar,

amar

que seja racionalmente,

do contrário

de todo modo

é uma agressão à vida,

a mente.

Cansa!


"Não amo menos o ser humano: só amo mais a natureza. "

Byron


J.C.

Onde eu devo estar agora?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Onde devo estar agora? Sem dúvidas eu deveria estar sentenciando minha morte gradual. Sem dúvidas! Sentenciar-me como existente? Ah, seria tão insano! Tenho que me curvar ao desfile, a reverência expõe o respeito ao nada. Minha cama não tem vida, nem as pernas da cadeira na qual sento têm. Tudo está morto, distante, encontram-se em outros mundos onde eu não posso chegar. A Lua vem e vai pelo céu como quem corre atrás do Sol e nunca encontra o seu objetivo. Volto-me novamente para a linha do horizonte, vejo, não acredito, mas é, sem dúvidas, a verdade. As pessoas vêm e vão e as semelhanças não param por aí.

O espelho inicialmente me condena, torna-me tudo que luta por tudo que não é nada e que, por conseqüência, não é nada.

Onde devo estar agora? Meu cubo mágico feito de pedra onde a morte é o único avanço paulatino diário procedido e que devo esconder de todos, é óbvio. Minha televisão grita acomodada e sem parecer ter rancor de si mesma vive sua motivação fabricada enquanto nos fabrica.

Onde devo estar agora?

J.C.

"A opinião dos demais em relação a mim não é pior que a minha opinião em relação aos demais."

.Contato:

.pilardojefferson@gmail.com
 
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